Falcão é destaque da revista japonesa Futsal Navi - Edição Dezembro 2008
A edição de dezembro de 2008 da revista japonesa "Futsal Navi" trouxe mais uma reportagem especial sobre o craque Falcão.
Entrevista com falcão sobre a Copa do Mundo de Futsal - Edição - dezembro de 2008.
Futsal Navi - O que significou este mundial onde a seleção brasileira e você conquistaram o título em casa. Falcão - Nós tínhamos essa carga pesada, sabíamos que era a última chance dessa geração ser campeã do mundo ainda mais no nosso país, foi o título mais importante da minha carreira, quebrou todos aqueles tabus de uma geração perdedora e tive a felicidade de ganhar o prêmio individual mais uma vez, sempre que entrava na quadra, eu estava concentrado para fazer o melhor, foi um momento especial tanto para mim quanto para seleção brasileira e para o Brasil que pode assistir de perto esse título dentro do nosso país.
Porque você acha que foi eleito o melhor do mundo?
Eu mantive o que vinha fazendo há anos, objetividade, gols, melhorando ainda mais a parte técnica, a parte tática, a marcação, não fui um jogador tão brilhante como no mundial 2004, mas eu fui muito mais completo.
Durante a competição o povo pedia muito um jogo bonito, isso foi uma pressão para você?
Não, porque eu não deixei de fazer minhas jogadas, a seleção estava muito focada na marcação, e claro sem deixar de fugir das nossas características, todo mundo saiu muito satisfeito nós fizemos um grande mundial. Eu acho que a pressão foi válida, pois entre nós jogadores estávamos fechado dentro do que nós queríamos.
No final contra a Espanha, que foi um jogo muito equilibrado, chegando aos pênaltis, você ficou muito nervoso no banco?
Demais, quando eu senti o joelho, para mim tinha acabado o mundial naquele momento.
Eu já não podia fazer nada a não ser torcer, e quando você está ali e não pode ajudar, eu pude perceber o que o torcedor passou, mas deu tudo certo, realmente foi muito sofrido os minutos finais sem poder ajudar a equipe mas no final fomos premiados com a conquista do título.
Em quais aspectos o Brasil foi melhor que a Espanha?
Eu acho que foi muito equilibrado e desta vez nós tivemos o privilégio de bater os pênaltis melhor que eles, as duas equipes chegaram por méritos, em 2004 não dá para dizer que eles foram melhor que nós, porque foi nos pênaltis também, e eles tiveram a felicidade de ser campeões, nesse momento, nós revertemos a vantagem dos pênaltis, durante a competição nós fomos melhores que eles, mas na final foi um jogo muito equilibrado.
Qual a impressão que você teve no jogo Brasil e Japão, onde a seleção brasileira ganhou com uma grande diferença de gols.
Realmente eu não contava, esperava uma dificuldade muito maior contra o Japão, até conversei isso com Sérgio Sapo, treinador do Japão, ele me disse que o time sentiu o primeiro jogo, e jogar com o Brasil dentro do país é complicado. Eles fizeram um grande primeiro tempo, é uma seleção que deu trabalho, disputou a vaga até último momento, eles tiveram o azar de cair numa chave contra Brasil e Rússia, senão o japão tinha grandes chances de brigar para outra fase.
Quais foram o países que te surpreenderam e por que?
O Irã, surpreendeu positivamente, até porque perdeu apenas um jogo de 1 a 0 para nós, realmente foi uma equipe que por detalhes não chegou à uma semifinal, a Rússia com essa nova geração, no próximo mundial é uma das sérias candidatas ao título, a Argentina jogou um grande mundial, mas acabou ficando fora da semifinal, mas a grande surpresa foi o Irã que fez um mundial equilibrado do começo ao fim.
Qual será seu futuro como jogador, qual sua perspectiva na Malwee e seleção brasileira?
Eu acho que o jogador vive de resultados, você tem sempre que buscar o próximo título, então tanto no clube quanto na seleção tenho minhas metas, quero deixar minhas marcas na história, nós temos que viver de metas, não podemos achar que está bom, queremos ganhar a próxima Liga pela Malwee, a próxima Taça Brasil. Pela seleção a gente quer ganhar todos o títulos, sempre o próximo campeonato é o mais importante.