Ala marcou quatro gols na competição e foi um dos destaques da seleção.

 

Breno Bertoline ainda era um nome desconhecido do futsal brasileiro há pouco tempo. O jacareiense, de 18 anos, dá os primeiros passos na carreira e começa a ganhar notoriedade após o ótimo desempenho durante os Jogos Olímpicos da Juventude, disputado na Argentina, no mês de outubro. A seleção brasileira de futsal sagrou-se campeã da competição pela primeira vez.

 


Breno, ala da seleção nos Jogos Olímpicos da Juventude, mora em São José dos Campos, interior de São Paulo — Foto: Divulgação.

 

 

O ala da seleção juvenil não iniciou a carreira no futsal. Residente de São josé dos Campos, interior de São Paulo, desde a infância, ele conta que, incentivado por sua mãe, ingressou no esporte jogando em outro tipo de quadra: a de Society. Além disso, teve experiência no futebol de campo antes de, finalmente, entrar no futsal.

 

 

– Comecei numa escolinha do São Paulo, de Society. Mudei, e fui pra outra, e nessa outra o técnico me chamou pra jogar campo. Joguei um bom tempo no campo. Com 11 anos, participei de um projeto do Atleta Cidadão. Aí comecei jogando lá. Fui para outra escolinha, Gool Legal. Em 2014, fui para o Corinthians, fiquei seis meses lá. Voltei para o São José. Ía subir para o adulto, mas não deu certo porque o São José Futsal acabou. Em 2017 vim aqui para o Sorocaba – disse.

Treinando com o ídolo

Foi no Sorocaba que Breno teve a oportunidade de conhecer seu ídolo dentro do esporte: o ala Falcão, eleito quatro vezes pela FIFA como o melhor jogador de futsal do mundo. Hoje, com 39 anos, o bi-campeão Mundial com a seleção serve de inspiração para o jovem atleta.


Falcão é o ídolo de Breno no futsal — Foto: Reprodução/Instagram.

– Todo mundo que joga futsal se espelha nele, pelo jogador que ele é, pelos títulos e por todas as coisas que ele já fez. A gente já treinou algumas vezes juntos, foi muito rápido. Cheguei e daqui a pouco já estava treinando com ele e outros jogadores importantes. Foi uma coisa muito legal – contou.

Breno conta que já recebeu sondagens de outros clubes, mas espera continuar no Sorocaba na próxima temporada.

Jogos Olímpicos da Juventude

No último mês de outubro, Breno participou dos Jogos Olímpicos da Juventude junto da Seleção Brasileira de Futsal, sediado na Argentina. O ala teve participação decisiva na campanha do título brasileiro, marcando quatro gols. Ele conta que o gol contra a Argentina, na semifinal dos jogos, foi o mais especial.


Breno comemora com companheiros vitória sobre a Argentina na semifinal da competição — Foto: Martin Rose/Getty Images/FIFA.

– Acho que a competição foi bem marcante pra mim. Era a primeira vez que o futsal participava de um campeonato como esse. O momento mais marcante foi o gol na semifinal, contra a Argentina. Foi em um momento difícil no jogo, com aquele gol voltamos para a partida. Querendo ou não, Brasil e Argentina sempre tem um pouco de provocação, ainda mais jogando lá. Teve um gostinho especial, mas o que a gente queria era jogar contra eles na final – afirmou.

Posteriormente, o Brasil venceu a Rússia na decisão, por 4 a 1, e conquistou o título de maneira invicta. Breno também marcou na grande final, e conta que a comemoração após o apito do árbitro foi curta.

– A gente comemorou um pouco porque no mesmo dia já íamos viajar de volta para o Brasil. Fomos para a Vila Olímpica, estávamos cansados. Mas comemoramos bastante, teve a festa da despedida, ficamos lá, nos divertimos bastante. Até chegar em casa não tinha caído a ficha de tudo o que tinha acontecido – disse.


Comemoração brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude — Foto: Marcel Merguizo.

Futsal como esporte olímpico

O futsal estreou em programas olímpicos justamente nos Jogos da Juventude, na Argentina, para atletas de até 18 anos. Muitos jogadores defendem que a modalidade deve ingressar nos Jogos Olímpicos adultos. Falcão, inclusive, deixou um recado para os garotos após a conquista e também reforçou o discurso do futsal como esporte olímpico. Breno tem o mesmo pensamento.

– Eu sou a favor. Tem que ser sim um esporte olímpico, tem tudo pra isso. Espero que não para a próxima Olimpíada, porque não vai dar tempo, mas que a de 2024 espero, sim. Acho que vai ser muito bom para a modalidade – concluiu.

Fonte: Globo.com